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Artigo ”The Brazilian Wine Industry: an analysis of Industry Competitiveness and Strategies for Growth” elaborado por alunos da Turma 31 do MBA Executivo Internacional (Cristina Varela, Marcelo Munerato, Miguel Belli e Simone Katz) e pelos Professores James Wright e Renata Spers, foi aprovado para apresentação no Fourth International Conference on Strategic Management in Latin America.

Este é mais um artigo elaborado a partir um trabalho de conclusão dos alunos do MBA Executivo Internacional da Fundação Instituto de Administração. Parabéns !!!

O evento acontecerá em Bogotá de 13 a 14 de janeiro de 2011.

Para saber mais sobre o evento, acesse aqui.

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Com uma população de 47 milhões de pessoas com acesso a internet, 500 milhões de aparelhos celulares e média de renda per capita urbana de USD3000, a Índia é um dos principais mercados para negócios envolvendo tecnologia. O país é uma referência principalmente na área de Tecnologia de Informação.

Também contribuem para este potencial o ambiente econômico favorável e a alta disponibilidade de mão-de-obra qualificada: são 2 milhões de graduados ao ano na Índia, sendo 500 mil engenheiros. Desta forma, há uma combinação de recursos disponíveis (pessoas capacitadas, suporte e investimento), infraestrutura (telecomunicações, transporte, energia e sistema financeiro) e um ambiente favorável (incentivos fiscais, estabilidade econômica e política). Para se compreender a importância do setor de serviços na índia, esse setor atualmente contribui com 55% do PIB nacional, sendo as principais áreas: telecomunicações, banking e TI.

Houve uma notável evolução no setor de TI desde a década de 70, com especial ênfase ao período entre 1994-98, quando iniciaram treinamentos em TI e houve difusão do conhecimento do setor na Índia. Entre 1999-2001 foram desenvolvidos novos projetos de capacitação e difusão dos sistemas ERP nas empresas.  Atualmente o país desenvolve tecnologia de baixo custo, alta escala, inovação e de forma alinhada com os negócios e estratégias das empresas. O futuro prevê total outsourcing e criação de valor em conjunto entre as empresas contratantes e fornecedores de TI.

Durante a viagem do MBA Executivo tivemos a oportunidade de conhecer e conversar com executivos da Syntel. A empresa de TI foi fundada em 1980 na Índia e conta hoje com 12.500 funcionários, com sede em Michigan, 10 centros na Índia e 3 nos EUA. As linhas de atuação são aplicação e manutenção de TI, soluções para empresas e operação de negócios.

Durante a visita que fizemos nesta empresa pudemos perceber a grande preocupação com treinamento dos funcionários, seja in house programs, treinamento em parceria com o cliente ou com grandes empresas especializadas. A preocupação com qualidade e com a satisfação dos clientes também fica clara, mostrando um caso de empresa indiana de tecnologia que não concorre somente por menores custos, mas procura oferecer soluções personalizadas que atendam a todas as necessidades dos clientes. Neste trabalho em conjunto são consideradas as expectativas dos envolvidos, a automatização de processos visando aumento de produtividade e o gerenciamento do processo de mudança ocasionado pela adoção de novas tecnologias e sistemas.

Nesta visita fica claro o potencial que tem o setor de TI, a importância das empresas indianas para este segmento e principalmente, a sofisticação em seus sistemas de gerenciamento e relações com o cliente, que vão muito alem dos baixos custos!

 

Renata Giovinazzo Spers, Professora e Coordenadora Adjunta de Projetos da FIA – Profuturo e International MBA. Participou em viagem de estudos para índia e África do Sul, com grupo do MBA Executivo Internacional, em janeiro/2010 (renatag@fia.com.br).

Inovação em Produtos e Distribuição: Caso Hindustan Univeler

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Agra 2010 078

Dando continuidade aos relatos da viagem do grupo MBA Executivo à Índia, podemos mencionar o interessante e bem sucedido caso da Unilever , que leva o nome de Hindustan Unilever.

Um primeiro ponto que vale comentar, a partir das observações feitas durante a viagem, é a dificuldade de homogeneizar a população indiana, em termos de mercados ou segmentos. Trata-se de um povo extremamente multifacetado em termos de cultura e hábitos de consumo, alem das grandes diferenças de renda. Diante deste contexto, a Hindustan Unilever trabalha na Índia com o principio do ”oing well by doing good” respeitando as necessidades, valores e costumes do povo indiano. Um desses valores é o de fazer seu trabalho bem feito, para que o consumidor sinta-se bem com os produtos de nutrição, higiene e cuidados pessoais comercializados pela empresa.

Conforme constamos em visita a empresa e conversa com os executivos, o sucesso da Hindustan Unilever depende do bom atendimento a mulher indiana de classe média. Há uma necessidade de colocar no mercado um produto de baixo preço, mas com qualidade, o que a empresa tem conseguido desenvolver por meio de inovação nos produtos e processos, assim como o uso de novas tecnologias.

A empresa também precisou adaptar localmente suas marcas e produtos, vendendo algumas marcas em diferentes regiões, por exemplo, marca de desodorante Hamam em Tamil Nadu e Rexona em Andhra Pradesh. Por outro lado, produtos como chá são vendidos com a mesma marca, mas com sabores diferentes dependendo do gosto local, daí a importância da área de P&D e também da realização de intensas e constantes pesquisas de marketing para se conhecer a opinião do consumidor.

Mas realmente interessante foi a inovação no modelo de distribuição adotada pela empresa. Para expandir seus mercados, a Hindustan tinha o desafio de alcançar milhões de potenciais consumidores em pequenas e remotas vilas onde não há distribuição adequada, sem cobertura de propaganda e infra-estrutura de baixa qualidade. Para solucionar este desafio, em 2000, a empresa lançou o Projeto Shatki, em pareceria com ONGs, bancos e governos.

Neste projeto, mulheres envolvidas em grupos de auto-ajuda na índia foram convidadas a vender produtos da Hindustan, principalmente sabonetes e xampus, em aldeias e vilas. A empresa fornece treinamento em vendas e conhecimento comercial para apoiar na atividade empreendedora.

Após investimento inicial em estoque, muitas empreendedoras fazem um lucro mensal de 700 a 1000 rupias (15 a 22 dólares), mais do que os maridos ganhavam no campo.  No final de 2004, mais 13.000 mulheres vendiam a 70 milhões de consumidores em 12 estados. No final de 2006, 30.000 shatkis atendiam a 100.000 vilas em 15 estados, trazendo a estas mulheres o aumento de sua autoestima e um papel na sociedade. E para a empresa, um sucesso crescente de vendas nas áreas rurais da Índia!

Para saber mais, acesse http://www.unilever.com/sustainability/casestudies/economic-development/creating-rural-entrepreneurs.aspx


Renata Giovinazzo Spers

 Professora e Coordenadora Ajunta de Projetos da FIA – Profuturo e International MBA. Participou em viagem de estudos para índia e África do Sul , com grupo do  MBA Executivo Internacional,  em janeiro/2010  (renatag@fia.com.br).

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A professora Renata Spers está realizando pesquisa de pós-doutorado na Vanderbilt University, em Nashville, EUA.

RENATA SPERS

A pesquisa trata sobre a identificação de  vantagens competitivas das comunidades da base da pirâmide e esta sendo desenvolvida em conjunto com o professor  Edward Fischer, do Center of Latin American Studies (CLAS) e o professor Bart Victor, da Owen Business School.

A professora recebeu uma bolsa de pesquisa no exterior da FAPESP – Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo, como apoio para a realização da pesquisa.

Mumbai 2010 097Durante a viagem do grupo MBA Executivo à Índia, tivemos a oportunidade de aprender sobre interessantes casos de empresas inovadoras. Nas próximas semanas iremos compartilhar o que vimos, conhecemos e aprendemos durante a viagem, desde casos práticos, até discussões acadêmicas mais interessantes.

Um primeiro caso de sucesso que conhecemos é o dos “Dabbawala”. O sistema dabbawala surgiu há mais de 100 anos, quando Mahadeo Havaji Bachche iniciou um sistema de entrega de refeições  com aproximadamente 100 entregadores. Atualmente 5000 dabawallas entregam por dia 200.000 marmitas em Mumbai, principalmente para executivos que trabalham em escritórios em áreas comerciais.

”Dabbawala” em Marathi significa literalmente ”entregador da caixa de almoço”.  Marmitas são preparadas  em casas e entregues aos clientes diariamente, entre 9h30 e 12h30. Os entregadores fazem a coleta, seleção e distribuição das marmitas para todos os clientes. As entregas são feitas com bicicletas, carrinhos de mão e caixas de madeira, driblando o trânsito caótico de Mumbai e garantindo as entregas para almoço nos horários estipulados.

Como grande parte  dos  5000 entregadores são analfabetos, é utilizado um sistema de código particular de cores e letras. Cada marmita vem com o código desenhado na própria tampa, que pode ser entendido pelos funcionários.

O turno de trabalho é dividido em grupos de 25 a 30 entregadores, conduzidos por um líder. As marmitas passam por estações de trem para chegar até a área comercial, e são transportadas por bicicletas ou carrinhos até o destino final. Os índices de falha são praticamente zero –  um erro a cada  16 milhões de entregas! Estes números já garantiram à empresa diversas certificações, dentre elas o Six Sigma Quality Certification. Os serviços prestados pelos dabbawalas são extremamente eficientes, garantindo a satisfação dos clientes. 

Para este sucesso, disciplina de todos ao longo do processo é essencial. Usar um típico chapéu branco é obrigatório para os entregadores. Reportar-se sempre no horário e respeitar o cliente são valores fundamentais para os funcionários. Cooperação, coordenação, sinergia e estreita interação entre todos os membros é muito importante, pois para os dabbawala, ”união é poder”!

A metodologia de trabalho, logística e valores dos dabbawala já são conhecidas em todo o mundo. Por causa da sua eficiência, o sistema tem sido explicado em palestras para empresas como Coca-Cola, Siemens, além de alunos de Harvard e Michigan.

Para saber mais,  acesse o site  www.mydabbawala.com

Prof. Dra, Renata Giovinazzo Spers.

Professora e Coordenadora Ajunta de Projetos da FIA - Profuturo e International MBA. Participou em viagem de estudos para índia e África do Sul , com grupo do  MBA Executivo Internacional,  em janeiro 2010  renatag@fia.com.br

 O artigo “Proposição e teste de um modelo de turismo para a população de baixa renda na Cidade de São Paulo” elaborado pelo autores: Renata Giovinazzo Spers, Celso Custódio Carneiro, Oscar Julio Filho, Pedro Américo Abreu Junior, Zachari Mateev, James Terence Coulter Wright, foi publicado na Revista Eletrônica de Ciência Administrativa.  Este é o resultado elaborado a partir de um trabalho de conclusão de curso de alguns alunos da turma 30 do MBA Executivo Internacional.

Consultem o link e vejam o excelente resultado de um TCC em artigo para a Revista Ciência Administrativa. Parabéns!

Clique e faça o download do artigo: Prop.Teste.Modelo.Turismo_baixa.renda  

Entrevista com a Prof. Dra. Renata Spers, editora-adjunto da Future Studies Research Journal, cuja missão é divulgar a produção intelectual sobre estudos do futuro e estratégias das organizações, democratizando o conhecimento e valorizando pesquisas acadêmicas inéditas e avanços teóricos e empíricos na área de Administração. Clique aqui

A chamada para submissão de artigos para o número 2 já está aberta. Faça seu cadastro para ter acesso a nossa revista acadêmica gratuita.

Acesse: www.revistafuture.org ou entre em contato com o nosso suporte editorial, Sra. Ivana Franco, ivanaf@fia.com.br ou (11)3091-5848.

 

Confira o artigo a seguir publicado no site MPost:

“Na contramão de muitos brasileiros, que têm prestigiado cursos no exterior, italianos, franceses, indianos, americanos, entre outros, estão ‘descobrindo o Brasil’ como um lugar de oportunidades para cursar MBA. Buscam novas perspectivas, desenvolvimento profissional e trabalho.

As personagens dessa história, na maioria, desembarcaram em São Paulo para estudar na FIA (Fundação Instituto de Administração), entidade criada por professores do Departamento de Administração da Faculdade de Economia da USP (FEA-USP).

Cerca de 3 mil projetos já foram realizados pela FIA, desde a sua criação em 1993. Trabalhos de consultoria, pesquisa e educação, capacitando alunos a prestar serviços nos mais variados campos de especialização da administração; atendendo 850 empresas nacionais e multinacionais, órgãos públicos e associações de classe e entidades, em diferentes segmentos: educação, saúde, segurança pública, meio-ambiente, trabalho e emprego, terceiro setor.

O coordenador International MBA da FIA, James Wright, explica que as aulas do MBA que atraem a legião estrangeira de estudantes são realizadas ‘full-time’, em inglês mesmo e ao longo de um ano. ‘Apresentamos projetos de consultoria, gratuitos, que acabam qualificando os alunos, que se tornam pessoas preparadas para atuar em cargos de confiança.’

Bom para quem estuda e uma grande oportunidade para quem empreende. Entre os alunos, a italiana Silvia Bordoni conta que veio a São Paulo de olho no mercado latino-americano. ‘Já tinha vindo ao Brasil’, explica. Outra aluna, Coralie Gonzalvez, conta que o mais interessante, para ela, tem sido a convivência com pessoas do mundo inteiro e com professores que dão palestras, são bem qualificados.

Um dos brasileiros que cursa a primeira turma deste MBA, Marcos Matos, empresário que estudou na Austrália, diz que sentia falta de estar entre as pessoas de fora do Brasil. ‘O que eu acho legal é que muita gente de fora veio e isso é importante para o Brasil crescer. Falta gente de fora com conhecimento da cultura do Brasil, para fazer business.’

Renata Spers, vice-coordenadora do MBA, diz que há histórias de ‘europeus e americanos que vieram ao Brasil e se apaixonaram pelo país, querem ficar e trabalhar, tendo em vista que há, também, excelentes oportunidades para eles.’

O curso pegou. O processo seletivo para o segundo ano está em andamento e já tem inscritos da Turquia, Estados Unidos, America do Sul.”

Mais informações, consulte o site da FIA.

Pesquisa feita neste ano pelo Profuturo pode ajudar indecisos a optar por um diploma que será bemvisto na próxima década.

Clique para ler mais sobre a matéria R7-profissoes

R7 – Entretenimento:

http://entretenimento.r7.com/jovem/noticias/conheca-seis-profissoes-e-areas-de-atuacao-de-futuro-20090927.html

MERCADO
Conhecimentos em sustentabilidade: uma tendência para todas as áreas
Segundo o relatório “Green Jobs: Towards Decent Wonk in a Sustainable, Low-Carbon Word” (Empregos Verdes: rumo ao trabalho decente em um mundo sustentável e com baixas emissões de carbono), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), O Brasil já possui mais de 1 milhão de empregos ligados ao desenvolvimento sustentável. No entanto, não serão apenas os engenheiros, gestores e advogados ambientais, agrônomos, ecologistas, engenheiros florestais, entre outros profissionais verdes, que terão que trabalhar com sustentabilidade. No futuro, os trabalhadores de todas as áreas da empresa deverão entender esse conceito e ter consciência do impacto ambiental de sua função. 

aNo início da década de 90, o conceito de sustentabilidadeganhou força nas empresas, muito mais como uma discussão do que como prática. Atualmente, a situação mudou, e elas começaram a se preocupar com a questão, fazendo uma leitura sistêmica dos negócios, seja hoje, seja no longo prazo. “A questão de sustentabilidade permeia a gestão do negócio, do ponto de vista de governança corporativa, do alinhamento dos proprietários ou da gestão do negócio em si. Isso envolve, de modo geral, a questão processual; a operação em si; a inovação de produtos, matérias-primas e embalagens; a seleção de fornecedores e, também, a maneira que a embalagem ou até mesmo a composição do produto podem interferir mesmo depois de consumido. Então, percebe-se que essa questão é pra ser olhada por diversas perspectivas e usando diversos tipos conhecimentos. É um problema interdisciplinar”, explica Valter Faria, professor de sustentabilidade e negócios, da Brazilian Business School (BBS) 

Essa preocupação aumentou ainda mais com a pressão que existe hoje da sociedade, como um todo, e do ponto de vista regulatório, como explica Valter. Se antes apenas os ambientalistas pressionavam as empresas, atualmente o consumidor começou a exigir selo de qualidade nos produtos, coleta seletiva, entre outras práticas sustentáveis. “Uma empresa de refrigerante, por exemplo, depende do nível de reciclagem de sua embalagem. Não adianta ser apenas um produto econômico, rentável e fantástico se ele vai gerar um problema ambiental no futuro. A organização tem que se preocupar com a ida do produto e com a volta de sua embalagem”. 

A pressão, no entanto, só tende a aumentar, já que até 2020 o conceito de sustentabilidade estará mais presente e mais na prática do indivíduo do que hoje, como conta Renata Spers, doPrograma de Estudos do Futuro da FIA (Fundação Instituto de Adminstração). “A preocupação estará mais próxima do profissional e da empresa, seja qual for sua atuação. É o conceito da sustentabilidade ganhando força. Hoje, isso pode estar mais informal dentro da organização ou realmente pode estar formalizado como uma carreira, de uma forma mais estruturada dentro da empresa e até mesmo como uma área. Além disso, outra vertente aponta que dentro de grandes organizações, a sustentabilidade se tornará uma atividade formal”. 

aIsso explica os dados da pesquisa Carreiras do Futuro, realizada pelo Programa de Estudos do Futuro, entre outubro de 2008 e fevereiro de 2009, que apontou que, até 2020, empregos relacionados à sustentabilidade e programas ecológicos estarão muito consolidados. “Num rol de 30 profissões emergentes, a que apareceu em primeiro lugar foi a de gerente de eco-relações. Essa pessoa deve se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais, desenvolvendo programas ecológicos de organizações”, aponta Renata, “hoje, existe um gerente de sustentabilidade, cuja atuação é muito mais técnica e ligada realmente àquela atividade ambiental. Essa profissão deve evoluir de tal forma que esse profissional irá adquirir habilidade e uma visão mais ampla, para agregar, também, atividades como comunicação, conhecimento de leis e direitos nas áreas ligadas à ecologia, sustentabilidade, capacidade de maximizar os negócios da empresa, além de saber fazer o meio de campo entre a ela e a sociedade”. 

Entretanto, a pesquisa apontou, também, que a tradicional profissão de engenheiro ambiental deve evoluir 81% até 2020, ficando à frente de outras atividades como relações internacionais, lazer e turismo, engenharia de alimentos, computação, farmácia e administração de empresas. Além de engenharia ambiental, apareceram na pesquisa, atividades relacionadas a Engenharia de Alimentos e engenharia agronômica – ligadas à necessidade de um ambiente mais sustentável, à redução de problemas com descartes e, dentro do próprio desenvolvimento do produto, no processo, à redução de gases e outros poluentes. 

Apesar do crescimento dessas profissões ligadas à questão da sustentabilidade, o professor Valter Faria, defende que, no futuro, todos os profissionais deverão compreender o conceito de sustentabilidade como uma relação interdependente que veio pra ficar. “As atividades vão ser desenvolvidas com uma visão de interdependência diferente e vão trabalhar, cada vez mais, com uma compreensão melhor das relações entre as diversas atividades. O que é um desafio hoje. As organizações têm uma falta de capacidade de diálogo entre os seus funcionários e de compreender as funções que não são as suas. O financeiro, por exemplo, tem que conversar com a engenharia, que tem que conversar o recursos humanos e assim por diante. Isso tudo para procurar a melhor solução. Os profissionais que tiverem essa capacidade de ver o todo e de achar a melhor solução de sua parte, mas respeitando e conhecendo os reflexos tanto dos processos antes de sua atividade, como depois, farão a diferença no futuro. Eles serão os profissionais do futuro”. 

O professor da BBS explica, ainda, que as empresas perceberam que investir em sustentabilidade e, consequentemente, preparar o funcionário para isso, gera capital e menos gastos no futuro. “As organizações querem os seus engenheiros pensando em inovação e produto, porque quando fazem uma embalagem usando mais material biodegradável ou diminuindo a quantidade de material colocado para preservar o produto, ela também está sendo mais econômica; quando reutiliza subprodutos dentro da indústria, também está tendo que comprar menos matéria-prima, e assim por diante. Tudo isso, partindo de uma premissa de interdependência e sustentabilidade ao longo prazo, minimizando risco de operação, de atuação e, inclusive, de ineficiência”. 

Por meio de outras pesquisas realizadas pelo Programa de Estudos do Futuro, Renata afirma que o Brasil já possui uma experiência muito grande e um ambiente propício para ter essas atividades muito desenvolvidas, além de uma vantagem em número de profissionais e suas experiências. “Temos resultados que mostram que o Brasil apresenta de fato uma vantagem competitiva com relação, principalmente, a produção de novos combustíveis. Tanto ele pode evoluir e se tornar referência para outros países por causa das competências, como pode ficar defasado se não tiver um programa de treinamento, uma atualização. Muitas vezes, o nosso país perde oportunidades porque não preparou as pessoas adequadamente, além de não ter divulgado os programas e desenvolvido tecnologias. Então, existe sim a oportunidade hoje. A gente não pode se acomodar por causa disso e achar que está tudo resolvido”.