Realizaremos a segunda viagem de estudos à Índia de 11 a 21 de Fevereiro de 2011.
Incluímos a cidade de Bangalore na programação, atendendo a sugestões de diversos alunos, para conhecermos este importante centro de serviços de TI.
New Delhi está nesse momento hospedando ”Commonwealth Games”, uma importante iniciativa esportiva, comparável aos jogos Panamericanos. É um símbolo da importância, crescimento e modernização da Índia acontecendo às vésperas de nossa visita.
A programação inclui aulas em Universidades, visitas a empresas indianas e multinacionais e atividades culturais, aproveitando a experiência da nossa viagem exploratória em 2010. Também incluímos no programa uma extensão para Dubai, onde a FIA oferecerá uma palestra ministrada por executivos locais.
Aos interessados em informações detalhadas, entrem em contato com a nossa equipe, através do email: mba_executivo@fia.com.br ou telefone (11)3732-3520 .
Esperamos contar com a sua participação !!!
Com uma população de 47 milhões de pessoas com acesso a internet, 500 milhões de aparelhos celulares e média de renda per capita urbana de USD3000, a Índia é um dos principais mercados para negócios envolvendo tecnologia. O país é uma referência principalmente na área de Tecnologia de Informação.
Também contribuem para este potencial o ambiente econômico favorável e a alta disponibilidade de mão-de-obra qualificada: são 2 milhões de graduados ao ano na Índia, sendo 500 mil engenheiros. Desta forma, há uma combinação de recursos disponíveis (pessoas capacitadas, suporte e investimento), infraestrutura (telecomunicações, transporte, energia e sistema financeiro) e um ambiente favorável (incentivos fiscais, estabilidade econômica e política). Para se compreender a importância do setor de serviços na índia, esse setor atualmente contribui com 55% do PIB nacional, sendo as principais áreas: telecomunicações, banking e TI.
Houve uma notável evolução no setor de TI desde a década de 70, com especial ênfase ao período entre 1994-98, quando iniciaram treinamentos em TI e houve difusão do conhecimento do setor na Índia. Entre 1999-2001 foram desenvolvidos novos projetos de capacitação e difusão dos sistemas ERP nas empresas. Atualmente o país desenvolve tecnologia de baixo custo, alta escala, inovação e de forma alinhada com os negócios e estratégias das empresas. O futuro prevê total outsourcing e criação de valor em conjunto entre as empresas contratantes e fornecedores de TI.
Durante a viagem do MBA Executivo tivemos a oportunidade de conhecer e conversar com executivos da Syntel. A empresa de TI foi fundada em 1980 na Índia e conta hoje com 12.500 funcionários, com sede em Michigan, 10 centros na Índia e 3 nos EUA. As linhas de atuação são aplicação e manutenção de TI, soluções para empresas e operação de negócios.
Durante a visita que fizemos nesta empresa pudemos perceber a grande preocupação com treinamento dos funcionários, seja in house programs, treinamento em parceria com o cliente ou com grandes empresas especializadas. A preocupação com qualidade e com a satisfação dos clientes também fica clara, mostrando um caso de empresa indiana de tecnologia que não concorre somente por menores custos, mas procura oferecer soluções personalizadas que atendam a todas as necessidades dos clientes. Neste trabalho em conjunto são consideradas as expectativas dos envolvidos, a automatização de processos visando aumento de produtividade e o gerenciamento do processo de mudança ocasionado pela adoção de novas tecnologias e sistemas.
Nesta visita fica claro o potencial que tem o setor de TI, a importância das empresas indianas para este segmento e principalmente, a sofisticação em seus sistemas de gerenciamento e relações com o cliente, que vão muito alem dos baixos custos!
Renata Giovinazzo Spers, Professora e Coordenadora Adjunta de Projetos da FIA – Profuturo e International MBA. Participou em viagem de estudos para índia e África do Sul, com grupo do MBA Executivo Internacional, em janeiro/2010 (renatag@fia.com.br).
Inovação em Produtos e Distribuição: Caso Hindustan Univeler
Dando continuidade aos relatos da viagem do grupo MBA Executivo à Índia, podemos mencionar o interessante e bem sucedido caso da Unilever , que leva o nome de Hindustan Unilever.
Um primeiro ponto que vale comentar, a partir das observações feitas durante a viagem, é a dificuldade de homogeneizar a população indiana, em termos de mercados ou segmentos. Trata-se de um povo extremamente multifacetado em termos de cultura e hábitos de consumo, alem das grandes diferenças de renda. Diante deste contexto, a Hindustan Unilever trabalha na Índia com o principio do ”oing well by doing good” respeitando as necessidades, valores e costumes do povo indiano. Um desses valores é o de fazer seu trabalho bem feito, para que o consumidor sinta-se bem com os produtos de nutrição, higiene e cuidados pessoais comercializados pela empresa.
Conforme constamos em visita a empresa e conversa com os executivos, o sucesso da Hindustan Unilever depende do bom atendimento a mulher indiana de classe média. Há uma necessidade de colocar no mercado um produto de baixo preço, mas com qualidade, o que a empresa tem conseguido desenvolver por meio de inovação nos produtos e processos, assim como o uso de novas tecnologias.
A empresa também precisou adaptar localmente suas marcas e produtos, vendendo algumas marcas em diferentes regiões, por exemplo, marca de desodorante Hamam em Tamil Nadu e Rexona em Andhra Pradesh. Por outro lado, produtos como chá são vendidos com a mesma marca, mas com sabores diferentes dependendo do gosto local, daí a importância da área de P&D e também da realização de intensas e constantes pesquisas de marketing para se conhecer a opinião do consumidor.
Mas realmente interessante foi a inovação no modelo de distribuição adotada pela empresa. Para expandir seus mercados, a Hindustan tinha o desafio de alcançar milhões de potenciais consumidores em pequenas e remotas vilas onde não há distribuição adequada, sem cobertura de propaganda e infra-estrutura de baixa qualidade. Para solucionar este desafio, em 2000, a empresa lançou o Projeto Shatki, em pareceria com ONGs, bancos e governos.
Neste projeto, mulheres envolvidas em grupos de auto-ajuda na índia foram convidadas a vender produtos da Hindustan, principalmente sabonetes e xampus, em aldeias e vilas. A empresa fornece treinamento em vendas e conhecimento comercial para apoiar na atividade empreendedora.
Após investimento inicial em estoque, muitas empreendedoras fazem um lucro mensal de 700 a 1000 rupias (15 a 22 dólares), mais do que os maridos ganhavam no campo. No final de 2004, mais 13.000 mulheres vendiam a 70 milhões de consumidores em 12 estados. No final de 2006, 30.000 shatkis atendiam a 100.000 vilas em 15 estados, trazendo a estas mulheres o aumento de sua autoestima e um papel na sociedade. E para a empresa, um sucesso crescente de vendas nas áreas rurais da Índia!
Para saber mais, acesse http://www.unilever.com/sustainability/casestudies/economic-development/creating-rural-entrepreneurs.aspx
Renata Giovinazzo Spers
Professora e Coordenadora Ajunta de Projetos da FIA – Profuturo e International MBA. Participou em viagem de estudos para índia e África do Sul , com grupo do MBA Executivo Internacional, em janeiro/2010 (renatag@fia.com.br).
Durante a viagem do grupo MBA Executivo à Índia, tivemos a oportunidade de aprender sobre interessantes casos de empresas inovadoras. Nas próximas semanas iremos compartilhar o que vimos, conhecemos e aprendemos durante a viagem, desde casos práticos, até discussões acadêmicas mais interessantes.
Um primeiro caso de sucesso que conhecemos é o dos “Dabbawala”. O sistema dabbawala surgiu há mais de 100 anos, quando Mahadeo Havaji Bachche iniciou um sistema de entrega de refeições com aproximadamente 100 entregadores. Atualmente 5000 dabawallas entregam por dia 200.000 marmitas em Mumbai, principalmente para executivos que trabalham em escritórios em áreas comerciais.
”Dabbawala” em Marathi significa literalmente ”entregador da caixa de almoço”. Marmitas são preparadas em casas e entregues aos clientes diariamente, entre 9h30 e 12h30. Os entregadores fazem a coleta, seleção e distribuição das marmitas para todos os clientes. As entregas são feitas com bicicletas, carrinhos de mão e caixas de madeira, driblando o trânsito caótico de Mumbai e garantindo as entregas para almoço nos horários estipulados.
Como grande parte dos 5000 entregadores são analfabetos, é utilizado um sistema de código particular de cores e letras. Cada marmita vem com o código desenhado na própria tampa, que pode ser entendido pelos funcionários.
O turno de trabalho é dividido em grupos de 25 a 30 entregadores, conduzidos por um líder. As marmitas passam por estações de trem para chegar até a área comercial, e são transportadas por bicicletas ou carrinhos até o destino final. Os índices de falha são praticamente zero – um erro a cada 16 milhões de entregas! Estes números já garantiram à empresa diversas certificações, dentre elas o Six Sigma Quality Certification. Os serviços prestados pelos dabbawalas são extremamente eficientes, garantindo a satisfação dos clientes.
Para este sucesso, disciplina de todos ao longo do processo é essencial. Usar um típico chapéu branco é obrigatório para os entregadores. Reportar-se sempre no horário e respeitar o cliente são valores fundamentais para os funcionários. Cooperação, coordenação, sinergia e estreita interação entre todos os membros é muito importante, pois para os dabbawala, ”união é poder”!
A metodologia de trabalho, logística e valores dos dabbawala já são conhecidas em todo o mundo. Por causa da sua eficiência, o sistema tem sido explicado em palestras para empresas como Coca-Cola, Siemens, além de alunos de Harvard e Michigan.
Para saber mais, acesse o site www.mydabbawala.com
Prof. Dra, Renata Giovinazzo Spers.
Professora e Coordenadora Ajunta de Projetos da FIA - Profuturo e International MBA. Participou em viagem de estudos para índia e África do Sul , com grupo do MBA Executivo Internacional, em janeiro 2010 renatag@fia.com.br
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Pobreza. Informática. Cultura milenar. Religiosidade. Riqueza. Respeito pelos animais. Palácios maravilhosos. Muita gente. Empresas globalizadas. Congestionamentos. Educação. Sem pressa. Democrática. Reencarnação. Orgulho de ser indiano. Bollywood. Livros e muitos leitores. Blackouts. Crianças na escola. Crescimento. Castas. Buzinas. Pimenta. Jóias. Vacas. Carros de boi. Armas nucleares.
A Índia é grandiosa, tem tudo isto e muito mais. É a maior democracia do mundo, e é uma síntese de todas as dificuldades e potencialidades do mundo emergente. Até 2050 mais de 90% do crescimento populacional global virá dos países emergentes,e as soluções que encontrarem servirão de exemplo para o mundo, assim como seus fracassos serão os do mundo democrático.
Em janeiro deste ano, um grupo de professores e ex-alunos da FIA fizeram uma viagem de exploração cultural, educacional e empresarial. Visitamos empresas, projetos comunitários, universidades, museus, palácios e mercados populares.
A infraestrutura física de transporte e energia é extremamente precária, assim como a de saneamento e saúde. A burocracia estatal é sufocante e a corrupção abrangente. A diversidade cultural, religiosa e geográfica fragmenta o mercado em diversos sub- segmentos distintos, e, por fim, os sistemas de distribuição são ineficientes e caros.
A seu favor, a Índia tem o grande tamanho absoluto de seu mercado, um potencial de 1,2 bilhão de consumidores da base da pirâmide, e a realidade de cerca de 60 milhões de consumidores de classe média e alta, que adotam padrões de consumo semelhantes, porém distintos dos ocidentais.
Um Mc Donalds, por exemplo, tem que adaptar sua oferta a um público para o qual a vaca é sagrada: tem que oferecer temperos especiais e produtos para vegetarianos, e em algumas lojas, refeições a 50 centavos de dólar. A Suzuki tem que adotar uma marca indiana, Maruti, para prosperar. Precisa criar uma rede de escolas de direção para educar seus consumidores e enfrentar a concorrência de um Nano, da Tata, que é vendido por US$ 2500.
Seu grande triunfo é sua gente: um povo que trabalha duro, que acredita que melhorará praticando o bem nesta vida e em vidas futuras, e que acredita na educação como meio de prosperar. Falando inglês fluente, a maioria dos indianos mais educados consegue interagir com facilidade no mundo globalizado, e tem criado um espaço próprio importante no cenário global de serviços de TI.
Comparações com a China são inevitáveis. Os chineses têm um claro propósito de construírem a potência econômica número um do mundo; lá, todos, desde os líderes até os operários, enxergam e trabalham com este objetivo em mente. Já a Índia democrática e pluralista não sabe expressar uma clara visão de seu papel no mundo.
Cresce sem um plano integrado, democrática, multifacetada, caótica, barulhenta e confusa. Mas caminha inexoravelmente a um futuro dramatico; poderá ser um grande mercado para infraestrutura e consumo, poderá fornecer cérebros, empresas e empreendedores para um mundo globalizado, ou poderá perder seu rumo em disputar setoriais e internas.
Para nós brasileiros, um mundo inexplorado e enorme em oportunidades de parcerias e de negócios, mas um desafio para entender e lidar com este gigante multifacetado da Ásia, um gigante que não pode ser ignorado.
James Wright
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Visitaremos e teremos palestras em Universidades e empresas relacionadas a temas como desenvolvimento econômico, outsourcing de TI, indústria automobilística e ou autopeças, bens populares (base da pirâmide) e outros.
A Índia começou seu processo de abertura da economia em 1991, aproximadamente na mesma época que o Brasil. Desde então, tem crescido a uma taxa anual media de 6,5% ao ano, enfrentando o desafio da infraestrutura precária, pobreza generalizada, baixos níveis de educação da população rural e ambiente político fragmentado. Soa familiar? Vamos investigar e entender melhor a fórmula indiana para obter crescimento sustentado, combate a pobreza e geração de negócios!
Partimos dia 15/01/2010 e voltaremos em 25/01/2010, com uma parada opcional na África do Sul, para discutir as expectativas de impacto econômico e geração de negócios na Copa de 2010.
Para os interessados, criamos condições especiais de pagamento que tornam esta viagem mais acessível. Entre em contato com Ana Paula (anapaulao@fia.com.br) para realizar a sua inscrição e obter mais informações.
FIA EXECUTIVE MBA IN INDIA AND SOUTH AFRICA 2010
In January 2010 we will visit companies and Universities in Mumbay and New Delhi to better understand India’s competitive growth.
We will have presentations and company visits on themes such as economic growth, IT industry, automobiles and auto parts, and bottom of the pyramid business opportunities.
India opened its economy in 1991, at the same time as Brazil, and has since grown at an average rate of 6.5% per year. This in spite of widespread poverty, lack of infrastructure, low educational levels on average, and a fractioned political system. Sounds familiar? We will improve our understanding of the Indian formula for growth and generating business opportunities.
On the way back to Brazil, we have an optional stop in South Africa for 2 days to discuss the economic impact and business opportunities of the World Cup 2010.
For those students interested in joining the trip, please contact Ana Paula (anapaulao@fia.com.br ) to enroll and obtain more information on costs and the program.