O Seminário será realizado em 04/10/2010 às 11h no Instituto de Estudos Avançados da USP.
Local: Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA, Rua da Reitoria, 374, Cidade Universitária, São Paulo (mapa)
América Latina abriga 10 % da população da Terra e responde por 5 % do total do PIB mundial . No entanto menos de 2,5 % das 1000 maiores empresas do mundo tem sua sede na América Latina, ou seja, são originárias da região. Paulo Feldmann demonstra que este fato está ligado à forma como nossas empresas são administradas . Muito já se analisou a economia do nosso continente do ponto de vista macroeconômico e pelo lado estrutural mas quase nada se tentou pela ótica de suas empresas e da forma como elas são geridas. Apesar das empresas serem fruto do ambiente macroeconômico muito ainda pode ser feito ao nível da melhoria do ambiente empresarial e da microeconomia para que se consiga com que um numero muito maior de empresas possam florescer e avançar no mundo globalizado .Essa é a principal proposta do livro : O que deve ser feito ao nível das empresas e dos países para que haja um número muito maior de empresas da região que sejam bem sucedidas no mundo globalizado . O livro apresenta quais são as principais características do “management” latino americano demonstrando que existem diferenças importantes em relação a Europa ou aos Estados Unidos. O livro se destina a todos que precisam conhecer as peculiaridades da forma de gerir empresas na América Latina, principalmente para executivos que têm a incumbência de formular estratégias para as mesmas .
Paulo Roberto Feldmann tem conseguido conciliar sua atividade de Professor da FEA USP (desde 1981) com a carreira de alto executivo de empresas como Citibank, Itautec, Banco Safra, Philips, Ernst&Young ou Microsoft tendo sido presidente da Eletropaulo (1995/6) e da Iron Mountain (2007/9). Suas responsabilidades como executivo nos últimos 12 anos o colocaram em contato direto com os problemas da região latino americana tendo implantado diversos sistemas e mecanismos de gestão em diferentes empresas na Argentina, Chile, Venezuela e México . Essa experiência o motivou a escrever o livro pois sentiu a falta de obras que analisassem as peculiaridades das empresas e da forma de gestão adotada na região. Na FEA USP faz parte da área de “Economia das Organizações” e desde o inicio de 2009 é vice coordenador de projetos da FIA participando do PROFUTURO, além de ser membro do corpo docente do MBA Executivo Internacional da FIA. Sua formação básica é em Engenharia de Produção pela Poli –USP tendo feito tanto seu mestrado como o doutorado na F.G.V. É um dos coordenadores do PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresariais. 
Ouça os comentários do Prof. Paulo Roberto Feldmann no PODCAST FIA. Clique aqui
Prof. Dr. Paulo Roberto Feldmann, Coordenador de cursos da Fundação Instituto de Administração e Vice-Coordenador de Projetos do Profuturo recebeu um convite para integrar a comitiva do Presidente Lula que irá ao Oriente Médio de 15 a 18 de Março de 2010.
Essa será uma viagem com a finalidade de aproximar o Brasil dos países do Oriente Médio e o presidente Lula vai visitar Israel e Jordania levando uma pequena comitiva de empresários na qual o Prof. Dr. Paulo participará.
Haverá encontros com empresários israelenses e empresários jordanianos .
O objetivo do Prof. Dr. Paulo será de contactar empresários locais do setor de energia principalmente em Israel que está muito avançado nesta área.
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Leia mais sobre essa viagem em sua entrevista para o boletim da FIA:
Professor Paulo Roberto Feldmann esteve em Israel e na Jordânia
De 14 a 18 de março de 2010 o Presidente Luis Inácio Lula da Silva visitou Israel e Jordânia. Foi acompanhado de vários executivos de seu governo, mas principalmente do Ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores. A delegação também foi constituída por um grupo de 40 empresários coordenados pelo presidente da FIESP, Sr. Paulo Skaf. Neste grupo estava o professor Paulo Roberto Feldmann representando a FIA.
Na avaliação do Professor a reunião foi muito bem sucedida e deve propiciar um grande incremento no comércio entre o Brasil e esses dois países. As reuniões foram muito bem organizadas pelo Itamarati que juntamente com os governos locais montou dois seminários –em Jerusalém e em Amã- onde analisou-se com profundidade o que o Brasil pode exportar para cada um daqueles dois países assim como quais são os itens em que tanto Israel como Jordânia apresentam vantagens competitivas e que, portanto, nós brasileiros tenhamos, talvez, que importar .
Alem dos seminários o Itamarati, juntamente com os Ministérios locais, organizou reuniões entre os componentes da delegação brasileira e os respectivos empresários israelenses e jordanianos . Evidentemente as conversas transcorreram de formas diferentes em cada um desses países pois os mesmos são bem distintos inclusive do ponto de vista econômico. Israel é um país que tem uma renda per capita de cerca de 27 mil dólares e está hoje totalmente voltado para produção de alta tecnologia e nesse aspecto existe muito que possa interessar às empresas brasileiras.
O professor Feldmann focou suas reuniões com empresários do setor de energia tendo investigado o estado da arte de um assunto muito novo que vem sendo chamado de “smart grid” que na verdade é uma revolução total no setor de energia elétrica parecida com a que ocorreu recentemente na área de telecomunicações com a internet. Também nesta mesma área o Professor estabeleceu uma relação de intercâmbio com empresas israelenses da área de energia solar. Do ponto de vista do restante da delegação brasileira que esteve em Israel ficou claro que o interesse maior está na área de agroindústria onde os dois países podem se complementar de uma forma muito interessante.
A maioria dos israelenses ficou muito impressionada com as realizações da Embrapa- Empresa Brasileira de Agropecuária e descortina-se um panorama muito interessante de negócios para a mesma . Além dos contatos com empresários, o Professor Feldmann encontrou-se com vários professores das Universidades locais mas principalmente da Universidade de Tel Aviv . Alguns deles inclusive virão ao Brasil em Julho para participar de um Seminário Internacional sobre “Teoria dos Jogos” na FEA ,organizado pelo Departamento de Economia.
A Jordânia também é um país bastante interessante apesar de ser um mais pobre que Israel, com uma renda per capita de apenas 3500 dólares . No entanto a Jordânia é um grande exportador de fosfatos e fertilizantes e a partir desta reunião vai aumentar muito seus negócios nessas áreas com o Brasil. Um dos pontos fortes da Jordânia é a Indústria do Turismo já que Petra atrai milhões de turistas anualmente ao país.
Na reunião de Amã discutiu-se como aumentar o fluxo de brasileiros visitando esta bela cidade. Apesar de possuírem economias distintas esses dois países apresentam muitas semelhanças: População entre 6 e 7 milhões de pessoas; os dois territórios são muito pequenos e a escassez de água é talvez o problema mais sério em ambos. A Jordânia é um país árabe mas bastante ocidentalizada e Israel é um país de cultura ocidental encravado no mundo árabe . A visita a esses dois países foi muito produtiva e o Professor acredita que a partir de agora esses contatos poderão beneficiar seus clientes –empresas de energia elétrica – na FIA.