Executivo conta como o MBA da FIA o auxiliou no seu desenvolvimento profissional e o preparou para enfrentar seus novos desafios.
Fernando Moulin é um exemplo de executivo bem-sucedido e que não tem medo de encarar novos desafios. Este fluminense, radicado em São Paulo, saiu, recentemente, da multinacional Nokia, onde exercia o cargo de Account Manager na área de Care Consumer Services, para assumir a gerência geral de e-business da brasileira Cyrela, líder no setor de empreendimentos imobiliários.
Formado no MBA Executivo Internacional da FIA, Moulin conta, nesta entrevista, como foi aceitar o desafio de assumir a diretoria de e-business de uma empresa nacional e de que forma o curso tem contribuído para o seu desenvolvimento tanto na área profissional quanto pessoal.
Em linhas gerais, você poderia descrever os principais momentos de sua trajetória profissional?
Sou natural de Volta Redonda no Estado do Rio de Janeiro, formado em Engenharia Química na UNICAMP. Passei por empresas como Citibank, Grupo Pão de Açúcar, General Electric e BCP Telecomunicações (Claro). Acabei, por escolha pessoal, optando por trabalhar na área de internet, onde estou até hoje. Minha experiência mais marcante e duradoura foi na Nokia, onde trabalhei de abril de 2005 até julho de 2010, começando no cargo de Consumer Loyalty Manager, tendo sido promovido algum tempo depois para Head da Área de Marketing Digital e Retenção para a América Latina. Meu último cargo lá foi de Account Manager for Care Consumer Services. Na Nokia, fui responsável pela gestão do setor de internet, como a definição de estratégias de comunicação e venda via web, além da contratação das agências de marketing que trabalhavam conosco. Recentemente, fui para a Cyrela, empresa líder de mercado na área de empreendimentos imobiliários, onde atuo também na gestão dos processos associados à internet.
Como foi o processo de transição de carreira que você acaba de vivenciar?
Não foi uma coisa que procurei pró-ativamente. Ao menos não do modo como ocorreu. Estava aberto a novos desafios, sempre em contato com minha rede, mas não diretamente em busca de uma nova colocação. De repente, surgiu essa oportunidade de conversar com a Cyrela para um cargo de Gerente Geral de e-business. A princípio, fui conversar com eles sem a pretensão de mudar de emprego, apenas para ouvir mais detalhes sobre o projeto da empresa. Porém, fiquei muito impressionado pela atenção que me deram. Conversei inclusive com o próprio dono da Cyrela, Sr. Elie Horn, uma pessoa extremamente influente e interessante, que disponibilizou um tempo enorme na sua agenda para conversar comigo. Assim, as coisas acabaram acontecendo naturalmente, até que me senti confortável para tomar a decisão de aceitar o desafio.
Quais são os desafios que sua nova função exigirá?
Esta nova oportunidade traz uma série de interessantes desafios para a minha carreira. Estou vindo de uma empresa europeia, com uma cultura e mentalidade totalmente diferentes da Cyrela em aspectos como, por exemplo: uma forte cultura processual, estruturas globais e maior formalidade na comunicação. Na minha atual colocação, esses processos são conduzidos, em geral, de forma bem diferente e mais informal, havendo inclusive a definição de novas funções e atividades em conversas informais, o que não acontecia na Nokia. Agora, também tenho que me adequar a uma função corporativa numa empresa nacional, sendo que antes atuava em um cargo global para uma regional da Nokia. E o maior desafio que estou enfrentando, e que é maravilhoso, é o fato da Cyrela estar passando por um momento de transformação: estamos desenvolvendo nossa cultura, nossa missão e valores, assim como os processos da empresa em geral. E todo o meu background em outras corporações servirá para ajudar a construir uma nova cultura e a revigorar toda uma estrutura dentro de uma companhia.
Falando um pouco sobre a gestão de pessoas, um dos problemas enfrentados com mais frequência em ambientes de trabalho é a individualidade exacerbada e o deixar de lado o trabalho em equipe. Como lidar com isso?
Isso é um grande desafio nas empresas em geral. Porém, trata-se de um trabalho que o bom líder precisa fazer, voltado a incentivar a atuação das pessoas em equipe. No meu ponto de vista, é função do gestor reunir as pessoas e apontar para elas a importância de se atingir objetivos comuns, e que elas vejam que um bom trabalho em equipe resulta em bons resultados individuais e coletivos para cada um dos envolvidos. Creio que isso é, realmente, um grande desafio para os gestores enfrentarem – mas que eu adoro.
De que maneira cursar o MBA contribuiu para o seu fortalecimento profissional?
Contribuiu muito. O conhecimento adquirido com esse curso irá me acompanhar pelo resto da minha trajetória profissional e, realmente, aconselho a experiência a todo profissional que queira ampliar seus horizontes e melhorar sua atuação no dia a dia da empresa em que trabalha. Recentemente, fui para Porto Alegre para conversar com a diretoria da CyrelaSul sobre alguns processos internos, e se falou muito sobre uma série de termos comuns ao mundo da Cyrela. Sinceramente, sem minha formação de MBA, não estaria apto a entender esse tipo de conversa em sua real amplitude. Com esse background, porém, não só pude participar diretamente das reuniões como, inclusive, dar inputs e sugestões que foram bem recebidas sobre temas em que sou neófito. Isso faz com que os gestores enxerguem você com outros olhos, e vejam que é, realmente, uma pessoa mais capacitada no mundo dos negócios.
Quais dicas você pode dar aos profissionais que estão cursando um MBA de forma a melhor aproveitar os conceitos, informações e network trazidas por ele?
Creio que uma das melhores dicas que posso dar é para o profissional aproveitar o máximo que puder do MBA. Quando estava no curso, arrumava tempo em qualquer momento que fosse para poder estudar e fazer as atividades ligadas às aulas. Estudava muito nos aviões durante as idas e voltas de minhas viagens. Também passei inúmeros fins de semana estudando a fio as matérias. Mesmo trabalhando quase sempre mais de dez horas por dia, encontrava tempo para poder me dedicar aos estudos, e com isso consegui me formar com louvor em todas as matérias. Então, aproveitar plenamente a oportunidade de poder voltar aos estudos é essencial. E o sacrifício vale demais a pena. Outro item essencial do dia a dia é a rede de contatos. Por mais que você atue em diferentes áreas e grandes empresas, a rede que você faz ao cursar um MBA é inestimável. Conhecemos pessoas fantásticas, com experiência e conhecimentos ímpares. No meu ponto de vista, essa rede de contatos é um dos principais ganhos oriundos do investimento no MBA.
Como conciliar a dura rotina de trabalho de um executivo com a vida acadêmica e a vida pessoal?
A cultura do povo brasileiro em relação, por exemplo, ao matrimônio, é bem diferente da europeia ou asiática, pois, nessas duas últimas, ao se casar com alguém, não se casa apenas com a pessoa, mas também com o projeto de vida profissional do cônjuge. No Brasil, existe essa dissociação entre projetos a dois, nos âmbitos pessoal e profissional, mais explicitamente. Sendo pai de um filho e com uma esposa que possui uma carreira brilhante de executiva em empresa multinacional, sempre tive que conciliar as obrigações de meu trabalho com a família, junto com ela. Acho que a parceria na família em relação aos objetivos profissionais que você tem é essencial para poder tocar um projeto assim. O tempo sempre vai ser escasso, porém, é possível, sim, conciliar as coisas, encontrar um momento para cada atividade e desfrutar dela da melhor maneira possível, basta planejar e elencar as prioridades num espírito de cooperação mútua e alegria.
Quais os principais valores a serem seguidos para conquistar o sucesso em uma posição como a sua?
A ética deve estar sempre em primeiro lugar em qualquer instância de trabalho em que você esteja inserido. É importante que o profissional tenha em mente que seu diferencial está também no seu comportamento e nas suas atitudes em relação aos outros. É vital também estar sempre disposto a ajudar quem está ao seu lado e, como disse anteriormente, olhar para o todo da organização na qual você está inserido, e não apenas para suas tarefas atuais ou vantagens particulares.
Quais dicas você pode dar aos profissionais que estão selecionando uma escola de negócios para cursar um MBA?
Uma dica que dou é que não adianta economizar neste momento, pois se trata de uma experiência que você terá, no máximo, duas vezes na sua vida. Vale a pena escolher a instituição que for melhor para você e que se encaixe melhor em seu perfil profissional e objetivos de crescimento. A escolha do curso também é fundamental, porque ele deve estar bem alinhado com seu perfil profissional e com o que você espera para seu futuro. Analise bem as matérias e o perfil dos professores, suas carreiras e conhecimento, porque realmente é um investimento do qual serão colhidos frutos pelo resto da sua vida.
Qual é a sua avaliação sobre o MBA Executivo Internacional da FIA?
Acho fantástico, em todos os sentidos. O MBA da FIA mudou minha vida. A qualidade do ensino é excepcional, com professores capacitados e de grande conhecimento, que agregam o tempo todo para o seu crescimento profissional. Além disso, a rede de contatos que fiz por meio desse curso é igualmente extraordinária. Tive a oportunidade de conhecer pessoas fantásticas e ter contatos profissionais que eu não conseguiria obter sem o MBA. Criei múltiplos vínculos pessoais com colegas do MBA, de fato, meus colegas de turma viraram na realidade, em sua maioria, meus amigos. Eu recomendo a FIA para todo e qualquer profissional que vise a fazer a diferença, aprimorando seu conhecimento e capacitações, crescendo no mercado e melhorando sua rede de contatos profissional.
Responsável pela edição: Luis Gonzaga Silva de Oliveira
Contatos: ivanaf@fia.com.br ; gonzaga@tempestade.com.br
Download do arquivo: Fernando Moulin
“Plano de carreira elaborado no curso de MBA proporciona evolução estruturada na profissão.”
É o que conclui o executivo Franck Darriet, que cursou o MBA Executivo Internacional na FIA e passou de colaborador de uma multinacional a pequeno empreendedor em seu país de origem, a França. Na entrevista abaixo, ele conta sobre a sua experiência na carreira e como o MBA foi decisivo para seu sucesso profissional.
-Alumni-FIA: Por favor, descreva suas principais atribuições na empresa em que atua?
Sou sócio-diretor de uma empresa de pequeno porte que importa instrumentos de musicais tradicionais do mundo inteiro e os distribui na França e no restante da Europa. Atuo em todas as áreas: vendas, finanças, logística, compras e recursos humanos.
- Em linhas gerais, poderia relacionar os principais momentos de sua trajetória profissional?
Minha trajetória profissional começou com vários cargos de account manager em empresas do setor de Tecnologia da Informação, primeiramente na França e depois no Brasil. Em 2000, o Grupo Telefônica me chamou para uma start-up ligada à operadora de celular. Passei oito anos nesta empresa que foi a primeira a me dar a oportunidade de gerenciar uma equipe.
- O que motivou a escolha pelo MBA Executivo Internacional? Por que elegeu a FIA para cursá-lo?
Na verdade, foi o departamento de recursos humanos da Telefônica que me propôs este curso. A grade curricular estava totalmente em linha com o que eu buscava, pois oferecia um up grade de conhecimento e a aquisição de ferramentas nas diferentes àreas de gestão e decisão, que me faziam falta.
- Com base em suas experiências, qual a dica para conviver e superar os momentos delicados que o ambiente corporativo impõe?
Não se envolver emocionalmente, manter sempre uma distância para enxergar além dos problemas que tampam nossa visão. Procurar tempo para planejar, priorizar as ações, cuidar bem de si próprio (corpo e mente – como poderá ajudar sua equipe e a si mesmo se não tiver em equilíbrio?) e, por fim, separar bem a vida profissional e familiar, ou seja, não levar os problemas para casa.
- De que maneira cursar o MBA contribuiu para o seu fortalecimento profissional?
Minha expectativa em adquirir ferramentas de gestão foi atendida e acabou me ajudando muito mais que o esperado, pois, ao sair da Telefônica para uma pequena empresa, a necessidade de conhecimento em todas as areas de gestão se tornou muito mais aguda. Mas, o maior passo dado com o MBA resultou do plano de carreira elaborado durante o curso, que permitiu vislumbrar de fato o que eu desejava e as alternativas para consegui-lo. Assim ocorreu a “bifurcação” da minha carreira de empregado numa multinacional no Brasil para empreendedor no meu país de origem, a França.
- Qual é a sua avaliação sobre o MBA Executivo Internacional?
Muito boa, tanto em termos de conteúdo como de intercâmbio com outros profissionais experientes de diferentes setores.
- Quais os principais valores seguidos para conquistar o sucesso em uma posição com o grau de responsabilidade em que você atua?
Diria que se conseguimos agir com ética e responsabilidade em toda a cadeia, com empregados, sócios, fornecedores e clientes, boa parte do caminho ao sucesso está garantida.
- Quais dicas você pode dar aos profissionais que estão selecionando uma escola de negócios para cursar um MBA?
Procurar pessoas que já cursaram esta escola e pedir a avaliação delas. Averiguar o currículo dos professores e avaliar bem a viabilidade da carga horária.
- Você pretende cursar um novo MBA em alguma área específica, ou algum outro curso complementar?
Estou buscando agora, na França, um curso de gestão mais ligado à área cultural. Esta área aqui é muito vasta e complexa, existem muitos atores, instituições públicas e privadas, que podem me ajudar a fomentar o mercado em que minha empresa atua.
- O que a palavra realização representa para você? Se considera um executivo de sucesso?
Realização para mim está muito ligado ao reconhecimento dos outros sobre o meu trabalho ou às realizações dos outros decorrentes de um trabalho que eu iniciei, de uma semente que eu plantei. Neste sentido considero-me um executivo de sucesso, pois isto aconteceu.
- Você recomendaria a FIA? Por quê?
Recomendaria a FIA porque é uma escola séria, bem posicionada, inovadora, com âmbito internacional, e que soube criar um ambiente legal para estudar.
Entrevista retirada do Perfil Alumni-FIA.
O Profuturo, juntamente à FIA, lança uma nova categoria de cursos de curta duração: Transições Executivas são treinamentos em temas específicos que fazem parte da evolução profissional do executivo, apoiando-o nos mais importantes momentos de sua carreira.
Ouça a entrevista do Prof. James sobre um dos temas: Mulher Executiva: PODCAST
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Celso Villar Torino, graduado em Engenharia Eletrica pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, aluno da turma 37 do MBA Executivo Internacional assumiu recentemente o cargo de Superintendente de Operação da Usina ITAIPU.
Desejamos sucesso nesse desafio !!!
Junho, 2010.
Caros colegas ,
Permitam compartilhar com vocês, minha satisfação pela promoção a Diretor de Marketing e RH da NACCO Materials Handling Group, empresa onde trabalho há 15 anos. Nesta posição, além do RH, onde devo atuar apenas em nível estratégico, minhas responsabilidades estarão concentradas em Inteligência de Mercado, Comunicação (Assessoria de Imprensa, Mídia, Feiras, Brindes e Eventos), Estratégia de Produto e Preço, Aftermarket e Treinamento Técnico.
É importante mencionar que fazer o MBA Executivo Internacional na FIA e a proveitosa convivência com todos vocês, foram fundamentais na consolidação de minhas competências, reconhecidas pela empresa.
Um forte abraço a todos. Carvalho
Dr Armando received a Bachelor of Science in Economics from the University of Sao Paulo, where he got his MSc and PhD degrees in Management.
He has a broad international experience coordinating courses for Brazilian students in top US universities and, most notably, been as visiting scholar at: Institute of Development Studies at Sussex University, UK and At the Center on Globalization, Governance and Competitiveness at Duke University, NC, SA.
In the 90s, when occupying executive positions he also travelled over 30 times to Asia (Hong Kong, China and Taiwan) in order to negotiate with vendors and develop products; to Europe and US to benchmark retail operations and for road shows presenting the company to potential investors and to short term (until one week long) workshops.
Now, Eduardo Armando is Adjunct Coordinator of FIA’s ProCED (SME Development Center) in Sao Paulo Brazil and consultant in management and training .
Estrangeiros no Brasil
A projeção do Brasil no exterior fez crescer o interesse dos profissionais estrangeiros, que agora querem trabalhar por aqui. Competir por uma vaga fica mais difícil
Fabiana Corrêa (redacao.vocesa@abril.com.br) 09/02/2010
O americano Tyler Mecham, de 30 anos, está morando no Brasil há um ano. Ele deixou sua cidade natal, Phoenix, no estado americano do Arizona, e veio para São Paulo cursar MBA na Fundação Instituto de Administração (FIA), na primeira turma em inglês criada pela escola. Agora, Tyler está em fase de contratação por uma multinacional com sede na capital paulista. Em sua turma, de 15 alunos, outros quatro estão em fase de negociação para serem contratados por empresas locais. ”Fui escolhido por conhecer outra cultura e falar inglês fluentemente, além da minha experiência na área financeira”, diz Tyler.
O americano e seus colegas de classe fazem parte de um grupo de jovens profissionais estrangeiros que vem mostrando interesse crescente em fazer carreira no Brasil, um movimento que se intensificou no último ano, com a crise de emprego na Europa e nos Estados Unidos. “A projeção econômica do Brasil no exterior incentivou essa procura”, diz Denise Barreto, sócia da GNext, consultoria de busca de executivos de São Paulo. A GNext vem recebendo mais currículos de europeus desde o início do ano passado. “São altamente qualificados e com perfil multicultural. Se comparados aos brasileiros que cursam MBA no exterior, concorrem em pé de igualdade”, diz Denise. Eles podem ser especialmente interessantes para empresas em fase de internacionalização, que querem ganhar conhecimento em um determinado mercado.
O processo de contratação de estrangeiros leva entre um e dois meses. “É relativamente simples, mas é a empresa brasileira que precisa se responsabilizar pelo visto”, diz o advogado Renê Ramos, sócio da Emdoc, que presta serviço para quem vai contratar estrangeiros. “De julho de 2009 para cá os pedidos de visto de trabalho só aumentaram”, diz Renê.
Tyler Mecham, americano, 30 anos: em fase de contratação depois de vir dos Estados Unidos para cursar MBA no Brasil
A vinda e a contratação de estrangeiros por empresas com sede no Brasil devem ficar cada vez mais comuns, considerando que o país começa a se aproximar das grandes economias mundiais. Cidades como Londres ou Nova York experimentam isso há anos. Mas esse é também um dos aspectos da falta de profissionais no mercado local. “As empresas primeiro trouxeram de volta seus expatriados. Agora querem também os talentos que não são daqui para preencher seus quadros deficitários por causa do crescimento rápido e da falta de gestores”, diz o consultor de gestão de recursos humanos César Souza, da Empreenda, de São Paulo.
“Os latinos serão os primeiros a vir: portugueses, italianos e espanhóis, que estão com um grande problema de falta de emprego em seu país”, diz César. Nos últimos meses, Newton Campos, presidente da associação de ex-alunos do Instituto da Empresa, o IE, na Espanha, uma das principais escolas de negócios da Europa, viu mais que triplicar a procura de ex-alunos por um emprego no Brasil. “Há um ano, recebia um e-mail de ex-alunos a cada três meses. Hoje, chega um pedido de informação sobre trabalho a cada 15 dias”, diz Newton.
Na Esade, outra escola de negócios da Espanha, a área de serviços de carreira tinha, até um ano atrás, em média três solicitações de apoio para trabalhar no Brasil por ano. Em 2009, foram 12. O italiano Ulrico Talamanca, de 30 anos, é um dos alunos do IE interessados nas possibilidades brasileiras. Chegou ao Brasil em janeiro deste ano disposto a aprender português — ele já fala inglês, alemão e espanhol — e usar sua experiência de cinco anos em banco de investimento na Itália e nos Estados Unidos para conseguir um emprego no país.
“A economia na Europa está parada e a América do Sul é um lugar mais próximo em termos culturais”, diz Ulrico. Mercados como agronegócio, que empregou três dos alunos da primeira turma do MBA em inglês da FIA, e energia são alguns dos que mais atraem. “O Brasil tem a imagem de inovador no setor de energia e as pessoas querem aprender com isso”, diz James Wright, diretor do curso.
A vinda de executivos estrangeiros pode aumentar a concorrência em algumas áreas, mas a convivência com profissionais de outros países deve beneficiar as empresas e enriquecer as equipes de trabalho locais. “Há uma vantagem na mistura de várias culturas, algo que já acontece nas grandes metrópoles mundiais. Não acho que essas pessoas venham para tirar o trabalho dos brasileiros, mas para trazer mais conhecimento”, diz Denise, da GNext. De fato, os estrangeiros trazem na bagagem uma experiência diferenciada. Até por isso, a competição no mercado de trabalho vai ficar mais árdua.
Saiba mais sobre o INTERNATIONAL MBA DA FIA
Ewerson Munhoz Reis Matos, 38 anos.
Aluno do MBA Executivo Internacional, turma 35.
Com uma carreira profissional de 14 anos basicamente desenvolvida na 3M do Brasil, em 06 áreas, ocupou posições de Trainee, Gerente/Especialista de Marketing, Gerente de Projetos_Seis Sigma em Negócios e Gerente de Negócios, com responsabilidade, em nível nacional, para os mercados B2B- Automobilístico e Comunicação Visual e B2C- Sistemas de Projeção, Sistemas Óticos e Digital Signage.
Possui grande experiência em vendas técnicas com a liderança de projetos de especificação em clientes finais, desenvolvimento de canais de distribuição, tão bem como em projetos de Turn Key, E-commerce, Seis Sigma com foco em negócios e em desenvolvimento de novos produtos e serviços.
Também coordenou o gerenciamento de filiais JIT, dentro de montadoras, e a condução de relevantes investimentos e de negócios internacionais na Ásia e América Latina. Grande vivência em liderança de times de Vendas, Marketing e Serviço Técnico, sempre compondo mais do que 25 pessoas.
Cursou MBA Executivo em Marketing pela ESPM, Pós Graduação em Marketing pela ESPM e em Qualidade Industrial pela UNICAMP. Graduou-se em Engenharia de Produção pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Inglês fluente e Espanhol intermediário.
Contato: ewerson.munhoz@terra.com.br
Augusto Salgado da Rocha, Product Strategy Sr Manager, Embraer Executive Jets.
Originally from Manaus, he also lived in Fortaleza for six years prior to moving to São José dos Campos in 1995, when he started the Engineering Course at ITA (Insitituto Tecnológico de Aeronáutica).
Graduated in 1999, he joined Embraer in the following year to work in the Aircraft Performance Software team, building computational tools for the airlines flying Embraer products.
He went back to school in 2001, starting a post-graduation course at UNICAMP (Universidade de Campinas) in the area of Object-Oriented Programming. In the same year, he moved to the Operations Support team, where he had the chance to be in close and intense contact with customers in different countries, supporting Embraer products introduction at new clients as well as keeping existing operators up to date with the latest technical information. Many days were spent on the road with visits to customers, conferences and start-ups.
In 2003, he graduated at UNICAMP and was invited to lead the Operations Support group. As a Team Leader, he had his first management experiences, blending his previous technical and customer knowledge with the challenges of building the processes, the structure and the team to cope with the needs of a fast growing number of customers world wide.
By mid 2005, he moved to New York to join JetBlue Airways. Originally planned to be a start-up mission, he ended up being invited to work for the airline. On loan from Embraer, he spent eight months working as a true member of JetBlue’s Engineering. ”This was an unparalleled experience to me, professionally and personally. New York was an amazing city to live in and JetBlue, an outstanding opportunity to work in a truly international environment”. In 2006, after returning from New York, he was invited to be the Manager for the Airline Operations Support.
In early 2008, after eight years within the Commercial Aviation customer support, he was invited to move to the Executive Jets unit as a Senior Manager for Product Strategy, his current position. Reporting directly to the Director of Market Intelligence for the Executive Jets, he is responsible for two main work fronts: sales engineering and product strategy itself.
Sales engineering looks at the existing products and comprises building technical sales tools and strategies, competitor´s analysis, product training to the sales force, technical support to marketing and press interfaces. Product strategy, on the other hand, looks at the future, building the product roadmap and defining market requirements for new airplane developments as well as for the evolution of existing products, always looking for the best competitive positioning.
He joined FIA by mid 2009, starting his International Executive MBA as a member of class #37.
”I joined the International Executive MBA for a couple of different reasons. First, I felt like going back to school, without quitting my current professional activities. I missed the academy, the interactions and the learning experiences from the University. At FIA, I found a very competent and renowned team of professors, mixing solid academic backgrounds with rich market experiences. Second, my current position requires a broader and more strategic view of business. The course offers a very interesting mix of disciplines and subjects covering several dimensions of the problem in an integrated way, complementing my technical background and helping me to expand my understanding and managerial skills. Third, I wanted to do it together with an experienced group of students, with different industry and academic backgrounds. And that is definitely there. Finally, I really appreciate the concept of the international modules, from the academic experience to the technical visits. They are a plus in this MBA program”.
Contato: rocha_augusto@hotmail.com
Participei do MBA Executivo Internacional na turma 13, onde na época eu tinha como responsabilidade a Diretoria Administrativa da EMTEC do Brasil, antiga Basf da Amazônia, cujos ativos foram vendidos globalmente em 1997 para um grupo coreano. As principais áreas de atuação nesta função compreendiam Finanças e Controladoria, Recursos Humanos, Suprimentos, Jurídico, Informática e Serviços Gerais para todas as operações da empresa em São Paulo e Manaus. Com formação em Administração, havia desenvolvido anteriormente a minha carreira na área de Tecnologia da Informação em empresas nacionais e multinacionais atuando em atividades operacionais e gerenciais.
Devido à minha experiência predominantemente técnica identifiquei uma grande oportunidade de reciclagem e desenvolvimento, através do MBA Executivo Internacional, cujo conteúdo programático propiciava uma ampla visão em negócios e que possibilitava um melhor embasamento conceitual para suportar os desafios inerentes a Diretoria Administrativa que ocupava naquele momento. Foi exatamente o que aconteceu, pois todo o conhecimento absorvido ao longo do MBA, assim como a interação com professores e colegas viabilizaram um excelente “upgrade” pessoal e profissional, contribuindo significativamente em minha formação.
Após a conclusão do MBA fui convidado a assumir a Diretoria de Tecnologia da Informação para a América do Sul na Basf, onde desenvolvemos um modelo de gestão de TI para os dez paises da região, padronizando soluções e integrando todas as operações em linha com as recomendações da matriz na Alemanha. Após pouco mais de 3 anos deixei a Basf e ingressei na Votorantim, atuando especificamente na unidade de Celulose e Papel, onde reestruturamos todo o modelo de gestão de TI com foco total no negócio. Passados cerca de 2 anos convidaram-me a assumir a Diretoria Corporativa de Tecnologia da Informação para as empresas industriais do Grupo Votorantim, com atuação nos negócios de Cimentos, Metais, Papel e Celulose, Agronegócio, Química e Energia. Como fato relevante nesta função, cito um estudo de viabilidade e aderência de um sistema padrão de gestão integrada (ERP) para as empresas no Brasil e no exterior, visando o alinhamento e a sinergia nos processos e nas informações de negócios da organização, contribuindo para a consolidação do modelo de governança corporativa. Selecionamos e implantamos o ERP SAP em todas as unidades industriais entre Agosto / 04 e Janeiro / 07, assim como atualizamos e padronizamos toda a infra-estrutura tecnológica disponível nas unidades industriais.
Hoje são cerca de 12.000 usuários utilizando o SAP em cerca de 310 cidades no Brasil e 188 no exterior sob o mesmo modelo de gestão. A partir de janeiro de 2007, todas as áreas e pessoas de TI foram consolidados em um Centro de Competência de TI Corporativo, pois antes da implantação do SAP tínhamos equipes autônomas para cada unidade de negócio. Hoje essa equipe presta serviços para toda a organização industrial no Brasil e no exterior de forma estruturada e especializada, aplicando as melhores práticas de mercado.
Fabio Faria, Votorantim Investimentos Industriais S.A, fabio.faria@vpar.com.br