A ExpoManagement consolidou-se como o evento referência da comunidade executiva brasileira. É o lugar onde se unem as ideias, os pensamentos, as tendências e os maiores experts mundiais do management.
Diversos temas relacionados à gestão empresarial foram abordados para ajudar você na melhor escolha para suas próximas decisões.
A Fundação Instituto de Administração também esteve presente.
O Prof. James Wright, coordenador do Programa de Estudos do Futuro, ministrou uma palestra sobre Perfil e Tendências do Executivo Internacional. Abaixo seu depoimento:
Como ter sucesso em um mundo globalizado
A globalização não vem de hoje. Marco Polo já era um comerciante global no século 13. ”Mas agora o antigo fenômeno ganha força com redução de custos no comércio internacional, melhorias logísticas e mais eficiência nas transações financeiras”, declarou Wright no início de sua palestra, no segundo dia da ExpoManagement 2009. ”Hoje a atuação internacional é a regra. Não é mais possível pensar em fronteiras físicas e culturais”. Tanto é assim que a ”visão estratégica global do negócio” será a principal característica de um CEO de sucesso no Brasil nos próximos dez anos, segundo pesquisa realizada com 255 executivos pela WebDelphi.
No mundo globalizado, é preciso entender que potenciais fornecedores estão espalhados pelo planeta. Como exemplo, Wright conta que, na busca de bons preços, eficiência e qualidade, encomenda serviços de tradução de profissionais da Índia. A mesma lógica se aplica às vendas. ”É preciso conhecer os clientes e consumidores globais e atender suas necessidades independentemende de onde estejam”, diz. Ele ainda menciona outra condição importante para o sucess a atualização tecnológica.
Para as empresas nacionais, recém-ingressas na concorrência globalizada, o cenário traz desafios. ”Para elas, muito ainda é novidade. Vinte anos de concorrência globalizada é pouco tempo”, afirma. ”Ainda falta cultura de atuação no exterior e conhecimento técnico em áreas como contabilidade e legislação internacional”. Os longos períodos de instabilidade econômica também prejudicaram a competitividade de parte das companhias nacionais. “Nos tempos de inflação alta, os resultados vinham da gestão financeira. Hoje isso não é mais suficiente para o sucesso.” Ele conta que, em busca de conhecimento para atuar com mais competitividade pelo mundo afora, executivos procuram os cursos de MBA com viés internacional da FIA.
Mercados emergentes, como os Brics e países do sudeste asiático, devem trazer oportunidades para muitos desses alunos e suas empresas. Afinal, é nessas regiões que estará imensa parte dos consumidores. ”Praticamente todo o crescimento populacional do mundo até 2015 vai acontecer em países emergentes”, afirma o professor. Ele cita a IBM como empresa antenada à nova tendência. O quadro global da companhia, com 365 mil funcionários, cresce em países em desenvolvimento.
Wright encerrou a palestra com quatro previsões para os próximos anos:
1)As empresas e executivos brasileiros serão reconhecidos pela criatividade, agilidade e capacidade produtiva;
2)Crescerá a ênfase em padrões internacionais de qualificação e formação de executivos internacionais;
3)As universidades brasileiras aprofundarão pesquisas, definindo um modelo transnacional para o século 21 para conteúdo brasileiro;
4) O Brasil passará de campo de provas e treino intensivo para administradores internacionais para ser celeiro de talentos em gestão internacional.
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