América Latina abriga 10 % da população da Terra e responde por 5 % do total do PIB mundial . No entanto menos de 2,5 % das 1000 maiores empresas do mundo tem sua sede na América Latina, ou seja, são originárias da região. Paulo Feldmann demonstra que este fato está ligado à forma como nossas empresas são administradas . Muito já se analisou a economia do nosso continente do ponto de vista macroeconômico e pelo lado estrutural mas quase nada se tentou pela ótica de suas empresas e da forma como elas são geridas. Apesar das empresas serem fruto do ambiente macroeconômico muito ainda pode ser feito ao nível da melhoria do ambiente empresarial e da microeconomia para que se consiga com que um numero muito maior de empresas possam florescer e avançar no mundo globalizado .Essa é a principal proposta do livro : O que deve ser feito ao nível das empresas e dos países para que haja um número muito maior de empresas da região que sejam bem sucedidas no mundo globalizado . O livro apresenta quais são as principais características do “management” latino americano demonstrando que existem diferenças importantes em relação a Europa ou aos Estados Unidos. O livro se destina a todos que precisam conhecer as peculiaridades da forma de gerir empresas na América Latina, principalmente para executivos que têm a incumbência de formular estratégias para as mesmas .
Paulo Roberto Feldmann tem conseguido conciliar sua atividade de Professor da FEA USP (desde 1981) com a carreira de alto executivo de empresas como Citibank, Itautec, Banco Safra, Philips, Ernst&Young ou Microsoft tendo sido presidente da Eletropaulo (1995/6) e da Iron Mountain (2007/9). Suas responsabilidades como executivo nos últimos 12 anos o colocaram em contato direto com os problemas da região latino americana tendo implantado diversos sistemas e mecanismos de gestão em diferentes empresas na Argentina, Chile, Venezuela e México . Essa experiência o motivou a escrever o livro pois sentiu a falta de obras que analisassem as peculiaridades das empresas e da forma de gestão adotada na região. Na FEA USP faz parte da área de “Economia das Organizações” e desde o inicio de 2009 é vice coordenador de projetos da FIA participando do PROFUTURO, além de ser membro do corpo docente do MBA Executivo Internacional da FIA. Sua formação básica é em Engenharia de Produção pela Poli –USP tendo feito tanto seu mestrado como o doutorado na F.G.V. É um dos coordenadores do PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresariais.
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