Na condição de Editor Chefe da revista digital Future Studies Research Journal: Trends and Strategies, gostaria de anunciar que em 2012 iremos publicar uma edição especial do periódico sobre ”O Futuro das Cidades”. Nesse número, o objetivo é divulgar artigos sobre diferentes aspectos do futuro da cidades, tais como mobilidade, saúde, trabalho, negócios, educação, tecnologia de informação, planejamento estratégico, desenvolvimento urbano e outros assuntos ligados ao tema. Todos os diferentes focos são bem-vindos.
A Revista Future é um journal bilíngue e semestral, pertencente a lista Qualis-Capes, criado em 2009 por professores da Universidade de São Paulo e pesquisadores do Programa de Estudos do Futuro (PROFUTURO-FIA). A missão do periódico é divulgar trabalhos técnico-científicos, tendo como tema principal estudos do futuro, análise de tendências, estratégia das organizações e o futuro das cidades. Poderão ser submetidos textos inéditos em português, inglês e espanhol – a equipe editorial da revista providenciará a traduções, sem ônus para os autores.
Para viabilizarmos a publicação bilíngue até final de junho/2012, solicitamos o envio do artigo até 30/abril, através do site http://www.revistafuture.org. Mais informações sobre as regras de submissão encontram-se disponíveis no site e no documento anexo.
Ficaremos honrados com a publicação de um paper de sua autoria e solicitamos que os interessados entrem em contato com André de Azevedo (andre.azevedo@fia.com.br), assistente editorial da Revista.
Agradecemos a divulgação da Revista Future e deste Call for Papers em sua instituição de ensino/pesquisa.
| Fuzilar Heróis e Premiar Covardes: o caminho certo para um desastre organizacional de ALFREDO BEHRENS |
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Em seu novo livro o Professor Alfredo Behrens propõe uma reflexão sobre os conceitos de liderança e gestão no universo corporativo da América Latina. Suzy Welch, ex-Jefa Editorial de la Revista Harvard Business Review: considera el libro: inovador y fascinante. Alfredo Behrens é Ph.D. pela Universidade de Cambridge e estudioso do conflito entre culturas nacionais e administrativas. Sobre este tema também publicou livro pela editora da Universidade de Stanford Culture and Management in the Americas, também disponível pela Saraiva. Pode ser contatado pelo alfredobehrens@gmail.com. É Professor da Faculdade FIA de Administração e Negócios. É palestrante da Palavra Speakers Bureau (www.palavra.com).
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Entrevista realizada com Lucila Pinto que será divulgada em dezembro no programa Plano de Voo da ManagementTV, HSM.
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Artigo apresentado no 7º Congresso Brasileiro de Rodovias & Concessões, 2011
local: Foz do Iguaçú
RESUMO
A análise da evolução dos custos operacionais de Concessionárias Rodoviárias no Estado de São Paulo e de Concessionárias Rodoviárias Federais mostra que houve um processo de aprendizagem e ganho de eficiência por parte dessas empresas. Comprovada a influencia do efeito aprendizagem na redução dos custos de concessionárias rodoviárias, este estudo considera o impacto potencial do efeito aprendizagem em outros modelos de concessão, como o aeroportuário, cujo processo de privatização deve começar em 2012. O resultado aponta para a oportunidade de uma acelerada redução nos custos operacionais a partir da privatização. A sociedade tende a se beneficiar destes estudos sobre aprendizagem, pois a partir deles pode-se aprimorar contratos de concessão que estimulem os esforços explícitos de redução de custos e contribuam para a modicidade das tarifas e crescimento do setor.
Palavras-chaves: transportes rodoviários; aeroportos; custos operacionais; produtividade; curva de aprendizagem.
Leia o artigo completo: ABCR2011
A Revista de Gestão e Projetos acaba de publicar seu último número em http://www.revistagep.org/ojs2.2.4/index.php/gep.
Nesta edição, contamos com um artigo elaborado por Aluisio Broering Mambrini, Seiji Cintho, Erni Dattein Dattein, Jorge Antonio Arias Medina, (ex-alunos do MBA Executivo Internacional) e seu orientador Emerson Antonio Maccari.
Clique aqui para acessar o artigo: CULTURA INOVADORA NA PEQUENA E MÉDIA EMPRESA
O trabalho “DIFFERENT REACTIONS OVER SUMMER RAINSTORMS EXPRESSED IN A SOCIAL MEDIA SERVICE SUGGESTS THAT THE WAY TO APPORTION PREVENTION AND MITIGATION FUNDING HAS TO BE DIFFERENT THROUGHOUT BRAZIL” representa uma distinção alcançada na colaboração entre a academia, no caso a FIA, e uma empresa, a Climatempo, para sugerir uma política pública mais eficaz na prevenção e mitigação de desastres naturais.
Argumenta que o fatalismo presente nas favelas da mata atlântica fluminense poderia ser responsável pelo maior número de fatalidades nelas, para a mesma intensidade de chuva, do que na região da mata atlântica de Santa Catarina, onde a população apresenta maior grau de autonomia individual. É recomendado que se distribuíssem verbas de prevenção e mitigação de catástrofes naturais não apenas em função do risco natural mas também levando em conta a relutância da população em tomar conta do seu destino.
Premiado no IV Simposio Internacional de Climatologia em João Pessoa, 19 de outubro de 2011.
Autores: Ana Lucia Frony de Macêdo, Alfredo Behrens, Angela Ruiz
Carta: Carta_Premiacao
O trabalho ”Cenários prospectivos para o comércio internacional de etanol em 2020” de autoria: Antonio Thiago Benedete da Silva, James Terence Coulter Wright, Renata Giovinazzo Spers e Priscila Rezende da Costa, recebeu o título de melhor artigo da área temática: Globalização e Internacionalização de Empresas. (XIV SEMEAD, FEA/USP – 14/10/2011).
Download: XIVSemead_Cenarios2020
As forças das antigas e novas carreiras. Consultores apontam profissões hoje em destaque e outras que prometem despontar.
Leia a matéria completa: Carreiras
Veiculo: O Estado de S. Paulo – SP
O que a história e literatura podem ensinar sobre o conceito de liderança nas empresas?
Saiba mais com a nova publicação do Prof. Dr. Alfredo Behrens !
Outras notícias:
É com grande satisfação informamos que a edição do primeiro semestre de 2011 da Future Studies Research Journal está disponível no portal http://revistafuture.org/index.php/FSRJ/index. Este número apresenta 8 artigos sobre estudos do futuro e estratégia e gostaríamos de convidá-lo a acessar esta publicação.
A Future é realizada pelo Programa de Estudos do Futuro – Profuturo e tem como foco a publicação de trabalhos técnico-científicos, inéditos no campo da administração, tendo como tema principal o estudo do futuro, a análise de tendências e a estratégia das organizações.
Também anunciamos que está aberto o processo de submissão de artigos científicos para as próximas publicações da revista. As submissões são feitas no site http://revistafuture.org/index.php/FSRJ/index, onde estão disponíveis as diretrizes para os autores. Após a realização do cadastro, o autor poderá enviar seu artigo e acompanhar o andamento do processo de submissão.
Lembramos que a Future é uma revista bilíngüe e poderão ser submetidos textos em português ou inglês. No caso da submissão de textos em português, a equipe editorial da revista providenciará a tradução para o inglês, sem ônus para os autores.
A avaliação dos artigos é feita por meio do double blind review, sendo essencial a participação de pareceristas que garantam a qualidade técnico-científica da revista. Desta forma, o cadastro ou indicação de pareceristas também tem um papel fundamental para consolidar esta iniciativa, cujo objetivo é desenvolver e disseminar o conhecimento sobre estudos do futuro e estratégia. Aos interessados, solicitamos que encaminhem um email para ivanaf@fia.com.br
Aguardamos sua visita ao site da revista e o cadastro na área “Register” – cadastro de leitores, autores e pareceristas. Estaremos à disposição para quaisquer esclarecimentos.
Desejamos a todos uma ótima leitura e pedimos gentilmente que divulguem a Future em sua instituição e junto a seus contatos acadêmicos e profissionais.
O Governo e as motos na contramão do futuro
*Por James Wright
Nos últimos anos o Governo tem colocado em vigor uma política de incentivos e renúncia fiscal em estímulo à venda de motocicletas, que atingiram 1,8 milhões de unidades vendidas em 2010. Esta é uma política equivocada, que anda na contramão do bem estar ambiental, da saúde, da segurança e da competitividade do País. Além do custo social e econômico desta política, perde-se uma oportunidade de ouro para estimular o empreendedorismo local e o surgimento de tecnologia nacional numa nova área de negócios, pois nosso Governo não sabe pensar o futuro; só toma medidas politicamente convenientes, sem saber avaliar conseqüências e oportunidades de médio e longo prazo. Incentivar motocicletas e ‘’scooters” elétricas seria uma opção muito mais inteligente e alinhada com as necessidades futuras de nossas cidades.
Motocicletas convencionais de pequeno porte movidas a gasolina normalmente poluem mais do que o dobro de um automóvel, de acordo com estudos da Cetesb. Contribuem assim para agravar a poluição atmosférica nas grandes cidades, agravando doenças respiratórias que causam perda de dias de trabalho, gastos em hospitais públicos, aposentadorias precoces e sofrimento humano.
No Brasil as motos estão envolvidas em 25% dos acidentes fatais, segundo dados do Ministério da Justiça. A taxa de óbitos em acidentes com motocicletas subiu 83% entre 2002 e 2006; é uma epidemia que está dizimando a nossa juventude. Mata em especial os ”motoboys”, na sua maioria jovens trabalhadores que se esforçam para ganhar o dia entregando encomendas pela cidade, arriscando suas vidas em uma corrida frenética todo dia. Como rodam em média mais de 200 km por dia, um veículo deste gera cerca de cerca de oito vezes mais poluição atmosférica do que um carro de passeio que rode 50 km por dia!
Um acidente gera custos de atendimento emergencial, internação hospitalar, perda de rendimentos e custos previdenciários. A sociedade perde ainda com o desperdício de todo o potencial produtivo daquele jovem trabalhador, e a sua família sofre a perda de um ente querido. Nas grandes metrópoles, o corpo do motoqueiro estendido no chão gera, além do custo direto de atendimento medico e hospitalar, filas e engarrafamentos de vários quilômetros, em muitos casos com duração de uma hora ou mais. O engarrafamento e a lentidão do transito geram mais consumo de combustível nos carros parados, horas de trabalho perdidas e ainda mais poluição atmosférica dos automóveis parados. Esta triste combinação de efeitos resulta em custos elevados para a sociedade, tanto em custos econômicos diretos como indiretos.
Mas há soluções, desde que olhemos para o futuro e analisemos erros e acertos dos outros. Estávamos na China em 2007, em plena viagem de estudos com executivos brasileiros, quando o governo proibiu peremptoriamente a circulação de motos movidas a gasolina nas cidades de Beijing, Shanghai e Guangzhou. A medida autoritária criou grandes transtornos para milhões de usuários de motos, que de imediato tiveram que reverter para o deficiente sistema de transporte público urbano. Mas já nas viagens de estudos de 2009 e 2010, nos deparamos com milhões de pequenas motos e ”Scooters” elétricas, circulando de maneira silenciosa e segura, a velocidades de 30 a 40 km por hora. São produzidas por empresas chinesas, a preços populares, e criaram toda uma nova área de negócios para empresários locais, que venderam algo como 20 milhões de unidades no ano passado. Melhor ainda, em 2010 a poluição atmosférica estava sensivelmente menor, em todas estas cidades, não só em Beijing, sede das olimpíadas, mas também em Shanghai e Guangzhou. Nesta última, o governo municipal anunciou uma redução de 40% nos acidentes de transito!
No Brasil, podemos aprender com esta experiência. Podemos evitar medidas autoritárias que causem prejuízos para o público e para as indústrias estabelecidas, mas se tivermos uma visão abrangente de planejamento para criar o futuro, podemos criar políticas que induzam ao desenvolvimento na direção desejada. Basta sair da contramão em que o governo se colocou, e criar uma legislação com impostos crescentes nos próximos 5 anos sobre o registro e circulação destes veículos poluidores e perigosos, e em paralelo criar fortes incentivos para o desenvolvimento tecnológico e o uso de motocicletas elétricas, com velocidade limitada a cerca de 50 km por hora. Os impostos crescentes permitem recuperar seus custos incorridos pelo conjunto da sociedade, e os incentivos induziriam a oferta e a compra de uma nova geração de motos elétricas. As motos esportivas, de maior porte e custo mais elevado, poderão incorporar equipamentos antipoluição mais sofisticados e caros, similar ao dos automóveis, e coerentemente com seu maior porte, deverão submeter-se no transito às mesmas regras dos automóveis, tornando-se assim mais seguras.
O resultado desta nova política será o surgimento de uma indústria local de veículos elétricos simples, que trará uma oportunidade única de desenvolver este setor sob novo paradigma tecnológico, ainda não dominado pelas grandes empresas internacionais. Com sua matriz energética com forte participação hidrelétrica, grandes conglomerados urbanos, novas tecnologias de redes inteligentes e uma população que carece de transporte individual de custo accessível, o Brasil é o país ideal para ser o líder mundial nesta área, mas já estamos deixando escapar mais esta oportunidade.
Poderíamos ter daqui a 5 anos um cenário de cidades com atmosfera menos poluída, menos barulho e stress, mais segurança para a população, e forte redução dos custos sociais do uso de motos. Teríamos novas indústrias nacionais de motocicletas elétricas, baterias e peças adequadas ao nosso contexto, disputando um novo mercado global em condições mais favoráveis. Desenvolver a tecnologia de pequenas motos elétricas será mais accessível aos novos empreendedores brasileiros do que competir no sofisticado mercado global de automóveis. É a chamada ”Estratégia do Oceano Azul” aplicada à política pública; encontrar e oportunidades de atuar de maneira inovadora em novos espaços competitivos não disputados. Para isso, nossos governantes precisam aprender a prospectar o futuro, analisar tendências sociais e tecnológicas, formular cenários alternativos e avaliar e selecionar as políticas mais eficazes.
* James Wright é coordenador do Programa de Estudos do Futuro e do MBA Executivo Internacional da FIA – Fundação Instituto de Administração.