Em 17 de agosto de 2010, realizamos uma discussão sobre o estilo de liderança preferido entre os brasileiros.
Business Leadership in Latin America, Talking Straight com Alfredo Behrens, Professor of Leadership and Cross-Cultural Management at FIA.
É fato que os patos seguem outros patos assim como as ovelhas outras ovelhas. Por algo é assim.
Entre nós, entendemos melhor quem comunga com a gente, confiamos nesses mais rapidamente. Podemos até fazer negócios diversos com outros; mas consentimos em até sermos enterrados separadamente quando chega a nossa hora. Não surpreende então que tenha tantos cemitérios diferentes na cidade.
Falo em cemitérios porque nas guerras morrem muitas pessoas e obviamente nelas não seguimos qualquer um; muito pelo contrario, idealiza-se o nosso líder e demoniza-se o outro. Na paz as coisas não são tão simples; mas não deixam de contar os sentimentos que nos separam e os sentimentos que nos unem, para seguir uns tipos de líderes no lugar de outros.
E qual seria o nosso tipo de líder? É mais fácil reconhecê-lo do que descrevê-lo, mas entre os estilos reconhecíveis os brasileiros preferem o líder paternalista. Daí a dificuldade do candidato Serra com a candidata Dilma, indicada pelo muito admirado Presidente Lula.
E no mundo dos negócios seria diferente? Acho que não muito. Tem setores cosmopolitas, como as finanças, onde os estilos de comportamento têm uma abrangência mais orientada ao ganho, nesses setores não vingaria tanto o líder paternalista.
Mas para a vasta maioria dos brasileiros, aquela vinculada ao agronegócio, ao comércio, ao serviço público, aos transportes, ao futebol e ao carnaval, o estilo de liderança preferido é o paternalista. Mesmo para muitos indivíduos mais escolarizados, o estilo paternalista americano, mais moderno e cosmopolita, é o preferido.
Não preferimos o paternalismo que infantiliza, mas aquele que reconhecemos como benévolo; aquele que nos protege ao cairmos da bicicleta e que ainda nos incentiva a continuar tentando montar nela. É claro, que há lobos que se vestem de cordeiros e causam estragos nos rebanhos, mas acabam sendo descobertos.
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